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A mulher na cama estava ofegante, fazendo esforços
dolorosos. Após nove meses, este momento havia chegado…. "Está quase
lá, só mais um empurrãozinho…", disse o doutor, nervoso, olhando de relance as
pessoas de preto ao redor. Ele já estava nervoso desde quando eles
chegaram… afinal, quem não ficaria? Eles eram soldados da maior organização
criminal que o mundo Pokémon já havia visto… Equipe Rocket. Mas a
maior surpresa foi quando ele percebeu que eles não estavam ali para aterrorizar os
funcionários ou roubar Pokémons dos pacientes, mas para obter
assistência médica para um deles… uma mulher grávida que estava no início do trabalho
de parto. Isto havia sido há oito horas atrás. Desde então, sobre o
olhar atento dos soldados, ele cuidou pessoalmente desta mulher, chamada…
Miyamoto.
Ele soube seu nome durante os exames preliminares, enquanto ela era trazida e colocada na cama.
Dr. Eli Jameson já havia feito o parto de muitos
bebês antes, mas ele sabia desde o início que este ficaria marcado
para sempre em sua memória. Afinal, quantas vezes alguém fez um
parto sob a mira
de um revólver? Os soldados que estava com a moça, embora fortes e
impetuosos, obviamente se importavam muito com ela, e queriam apenas
o melhor
tratamento possível. Isto era exatamente o que ela estava recebendo,
e finalmente o momento que todos aguardavam estava chegando. Eli
então
acordou do "flash-back", percebendo que a cabeça do bebê, com finos
fios de cabelo avermelhados, começava a sair. "É isso, você está
conseguindo!",
ele disse para Miyamoto, tentando parecer alegre, apesar do fato de
estar com os nervos à flor da pele. Ele tremia de pensar no que
aconteceria a ele se
algo desse errado… Miyamoto agarrou a barra lateral do leito
hospitalar firmemente, e empurrou com toda a sua força, deixando seu
rosto vermelho.
O bebê saiu razoavelmente rápido, para as mãos de
Eli. Ele limpou o muco de sua boca, e percebeu que ela respirava por
conta própria. Bem, pelo
menos ele não teria que dar-lhe um tapa para que ela respirasse… só
Deus sabe o que estes soldados pensariam disso! Eli cortou o cordão
umbilical, e
rapidamente cobriu o bebê com um cobertor. A menininha estava
chorando e com frio, mas com a exceção disso, parecia perfeitamente
saudável. Ele
olhou para os soldados, e então para Miyamoto, que recuperava o
fôlego e olhava Eli muito curiosa.
"Parabéns, moça… é uma menina saudável." ele
disse. Miyamoto sorriu emocionada, esticando os braços para pegar
sua filhinha enquanto os soldados
que a acompanhavam exibiam sua satisfação e passavam a mão de leve
em seus ombros e Eli nas costas. Ele passou o recém-nascido para sua
mãe, e
Miyamoto segurou-a com lágrimas jorravam de seus olhos.
Eli esticou e limpou as mãos em uma toalha
enquanto a nova mãe segurava seu bebê pela primeira vez. Um dos
soldados olhou para Miyamoto e disse
"E então, você já tem um nome para ela?"
Miyamoto olhou de volta para o rapaz que
perguntou. "Sim, Silas…" respondeu. "Eu quero que ela tenha um nome
com a mesma raiz do meu, mas
também um mais fácil para o uso diário… então seu nome será Musashi…
mas seu apelido será Jessie…".
Miyamoto segurou Jessie por um bom tempo naquele
dia, observando o recém-nascido sossegar em um descanso profundo.
Ela nunca esteve tão feliz…
ela soube imediatamente que os nove meses de espera foram muito bem
gastos.
No dia seguinte, Miyamoto se recuperou, como era
de se esperar de sua natureza determinada, e voltou para o quartel
general da Equipe Rocket
acompanhada o tempo todo pelos soldados de uniforme preto. Os
funcionários do hospital ficaram inacreditavelmente aliviados quando
eles foram
embora… os procedimentos padrão foram abandonados com essa paciente
em particular. Nenhum registro foi mantido, e ninguém foi informado
de que
eles estiveram ali, mesmo apesar de os Rockets serem muito
impetuosos para tentar desviar a atenção deles mesmos.
O retorno de Miyamoto ao QG Rocket no grande
ginásio de Veridiana foi feito uma grande comemoração, quebrando o
modo rigoroso de eficiência militar
que normalmente marca o lugar. A própria Madame Boss organizou a
festa, e seu filho Giovanni participou do comitê de boas vindas.
Miyamoto sentou-se
numa poltrona, sorrindo para os amigos e agradecendo, enquanto os
outros celebravam o novo bebê.
O centro das atenções, é claro, era o pequeno bebê
Musashi, que descansava em seu bercinho, feito de vime branco que
Madame Boss comprou para a
ocasião. Este não era um dos hábitos de Madame Boss, mas Miyamoto
era uma agente excepcional, e como boa líder, era como se aquele
fosse o bebê
de toda a organização. A festa durou até a noite, até que finalmente
era hora de encerrar a comemoração e deixar o recém-nascido dormir
no silêncio do
quarto de Miyamoto.
Dois meses depois, a vida voltou ao normal na
Equipe Rocket. O senso de ordem e eficiência retornou, com a única
diferença do bebê no quarto 326. Ela
era a única criança em todo o QG, com a exceção do filho da própria
chefe, e certamente era a única que tinha uma mentalidade infantil.
Giovanni, apesar
de ter apenas 10 anos de idade, sempre esteve seguindo sua mãe de
perto, estudando o modo como ela dirigia a organização na esperança
de assumir
seu posto um dia.
Os outros únicos jovens em todo o QG era uma dupla
de assistentes de 14 anos, e isso preocupava Miyamoto às vezes… que
tipo de vida é essa para
um bebê? Não havia outras crianças com quem ela pudesse brincar e
crescer junto, nem lugar para brincar a não ser o próprio quarto de
Miyamoto.
Eram coisas demais para ela pensar às vezes… esta
vida era a única que ela conhecia em tanto tempo. Será que ela
subconscientemente pretendia
deixar essa vida há 11 meses atrás, quando teve aquela noite voando
com o agente das Ilhas Laranja? Talvez…. Ela estava há muito tempo
na Equipe
Rocket, e ela amava essa vida… pelo menos era o que ela achava. Mas
agora o novo bebê estava fazendo-a repensar sua vida drasticamente.
Durante o mês seguinte, Miyamoto retornou aos seus
velhos deveres e missões, deixando seu bebê com seus amigos no QG
quando partia. Miyamoto
odiava isso, não por duvidar da segurança de Musashi, mas por estar
longe de sua amada filhinha. Seu instinto materno estava surgindo
mais do que ela
imaginava, e ao passo que ela amava esse sentimento, isso partia seu
coração. Por um lado, ela amava seu bebê e não podia nem pensar em
ficar longe
dela, e por outro lado, a vida na Equipe Rocket era a única que ela
conhecia e ela sentia que não poderia deixá-la.
Todos estes sentimentos e emoções fizeram ela
avaliar suas opiniões…. Ela pensou em mandar Musashi para viver com
sua irmã … Miyamoto sabia que
ela não podia ter filhos e sempre quis ter os seus próprios, além do
fato de ela ser muito pobre. Miyamoto pensou que o seu salário
poderia ajudá-la a
cobrir as despesas de cuidar de Musashi, mas ela ainda não se
acostumava com a idéia de entregar sua única filha. É claro, se ela
quisesse permanecer
na Equipe Rocket, essa era a única coisa a fazer. Este não era um
ambiente para uma doce garotinha como sua filha. Entretanto, se ela
saísse da Equipe
Rocket, como ela poderia sustentar seu bebê? Ninguém a contrataria
com seus antecedentes criminais…. Era um assunto que a torturava e
dava
incontáveis noites de insônia até que ela finalmente tomou uma
decisão.
Após retornar de outra missão e passar algum tempo
com sua pequena anjinha (Deus, ela cresceu tanto em apenas quatro
meses!), Miyamoto carregou
sua filha em seus braços e andou pelos corredores até o escritório
da chefe. Ela bateu na porta com apenas um pouco mais de apreensão
do que já
havia tido. A voz de Madame Boss disse um breve "entre", e Miyamoto
entrou segurando Musashi nos braços.
"Olá Miyamoto, em que posso ajudá-la?" Madame Boss
perguntou, olhando para ela e sorrindo para o bebê, que respondeu
com uma risadinha.
Miyamoto, que estava suando, respirou fundo. Ela
estava imaginando como este encontro terminaria, se ela conseguisse
pôr para fora. "Bem, madame,
desde que eu tive meu bebê, eu pensei muito sobre meu futuro, e
cheguei a uma conclusão."
"Prossiga." Madame Boss apressou, não tendo
certeza que gostaria do que estava para ouvir. Do canto do
escritório, Giovanni se aproximou de sua
mãe, deixando o livro que estava lendo quieto.
"Bem, eu não quero ofender você ou seu filho,
madame, mas eu não tenho certeza se me sinto confortável criando uma
criança aqui… é que este não
parece o tipo ideal de ambiente, especialmente quando eu vou em
missões e tal…."
Madame Boss consentiu, entrelaçando os dedos das
mãos. "Bem, acho que eu entendo… mesmo eu estando criando o meu
aqui." Ela olhou Giovanni,
que simplesmente ficou ali parado como o líder que ele se tornaria,
olhando fixamente para Miyamoto com uma face destituída de qualquer
expressão.
Miyamoto havia considerado essa resposta
previamente. "Bem, madame, com todo o respeito, você não sai para o
campo de trabalho… você pode ficar
com Giovanni o tempo todo." Ela respondeu nervosa, devido ao olhar
atento da chefe.
"Hmm. Tem razão, minha cara, tem razão." Madame
Boss respondeu. "E então?"
"Então, o que eu queria - Deus, não acredito que
estou dizendo isto - é deixar a Equipe Rocket." Miyamoto terminou
nervosa, olhando sua chefe,
preocupada. Ela já havia visto agentes tentarem sair antes, e nunca
terminava pacificamente.
Madame Boss olhou Miyamoto e analisou a questão.
Ela entendia o ponto de vista de Miyamoto… a vida de uma agente de
campo da Equipe Rocket de
fato não era a vida para uma mãe. Por outro lado, ela não podia
deixar uma agente com todo o conhecimento dela simplesmente ir
embora daquele jeito.
Ela hesitou por um momento e considerou isto, e então voltou seu
olhar para Miyamoto. "E para onde você irá depois?" ela perguntou,
olhando de vez
em quando o bebê contorcido em seus braços.
"Bem, eu estava pensando em ficar com minha irmã….
Você sabe, ela não pode ter filhos, mas sempre quis ter um…."
"Mas se não estou enganada, ela também é pobre,
não é?" perguntou Madame Boss, já sabendo a resposta. Ela sabia
muito sobre os familiares dos
agentes… esse tipo de conhecimento era útil de vez em quando.
Miyamoto ficou insegura por esta pergunta. "Bem,
sim, mas…"
"Então como você pretende sustentar a pequena
Musashi em uma situação dessas?" Madame Boss perguntou, como quem
não quer nada. "Um emprego
honesto não é fácil de se conseguir, com um registro bem conhecido
como o seu, minha querida."
"Eu compreendo." Miyamoto respondeu humildemente.
"Eu esperava que talvez você pudesse - bem - me ajudar nesta área?
quem sabe com uma
conexão externa." ela olhou a chefe, na esperança de que uma mãe
entenderia o apelo de outra. Vendo que o rosto da chefe estava
pensativo,
Miyamoto olhou para Giovanni, mas ele também parecia perdido em seus
pensamentos, ao olhar para ela com os olhos esbugalhados. Então,
Miyamoto
olhou para o bebê em seus braços, sua preciosa filha. Ela era um
conforto, um rostinho carinhoso em um mar de frieza.
Enquanto isso, Madame Boss examinou a situação em
sua mente. Um arranjo assim seria possível, e permitiria a Miyamoto
uma saída e um trabalho
honesto, ao passo que ela permaneceria sob vigilância. Ela sorriu
friamente ao achar a solução. "Eu posso fazer isto." Ela disse
finalmente, fazendo
Miyamoto retornar seu olhar para ela. "Sim, eu posso… eu acho que
isso pode funcionar…. Você terá que providenciar algo em troca."
Miyamoto olhou para a chefe. Com certeza, o que
quer que fosse, valeria a pena, para que ela tivesse sua vida com
Musashi. Ela queria pular, festejar e
gritar, e ajoelhar-se agradecendo Madame Boss. Neste momento, ela
havia dado a Miyamoto o que lhe faltava há alguns meses: a esperança
de um
futuro seguro e satisfatório para seu bebê. Com muito esforço, ela
se recompôs e disse com um sorriso, "E o que poderia ser, madame?"
"Giovanni, me dê o arquivo número 9.543 do
gabinete." Madame Boss pediu a seu filho, que correu até lá, tomou
uma pasta e entregou-a para sua mãe,
com um leve olhar de desaprovação. Madame Boss percebeu, e olhou
para seu filho ao pegar a pasta. "Tem algo a dizer, Giovanni?" ela
perguntou
brevemente.
Giovanni olhou Miyamoto com um olhar de
repugnância, escondendo-o ao responder à sua mãe. "Não, mãe." Ele
disse sombriamente.
"Então volte para o seu livro. Você ainda tem
muito o que aprender e este assunto não é da sua conta." Madame Boss
respondeu concisamente.
Giovanni manteve o olhar repugnante zangado, ao voltar para o livro
que havia deixado e terminar sua leitura.
Miyamoto o olhou assustada, como se sentisse um
espírito maligno nele. Ela voltou o olhar para Madame Boss
novamente, ao ouvir sua voz chamar a
atenção para o assunto. "Miyamoto, estou certa de que você conhece a
lenda da Cidade Perdida de Mew."
Miyamoto balançou a cabeça, confirmando. Afinal,
quem não conhecia a história? Foi um mito popular há uns bons 400
anos ou mais, passado de geração
para geração… um conto romântico de uma cidade do legendário e
extinto pokémon Mew, escondido nas montanhas de algum lugar do
mundo.
Entretanto, a lenda sempre foi apenas isso para Miyamoto… uma lenda.
Certamente, se tal cidade houvesse existido, ela já teria sido
encontrada, não?
"Bem, nós temos razões para acreditar que não é
uma lenda." Madame Boss disse, num tom bem sério. "Agentes nas
montanhas dos Andes
encontraram várias e várias evidências da cidade… restos fósseis,
esculturas rochosas, artefatos com a imagem de Mew… esse tipo de
coisas." Ela disse
ao abrir o arquivo para Miyamoto. Miyamoto olhou dentro da pasta,
nas fotos dos artefatos e relatórios datilografados. Musashi olhou
as folhas com
interesse, apesar de não entender nada.
"Mas isto não poderia ser apenas de uma tribo de
Mews? Nós sabemos que quando eles se juntam fazem esse tipo de coisa
às vezes." perguntou
Miyamoto.
"Possivelmente. Mas eu não acredito nisso." Madame
Boss respondeu. "Veja as fotos. Os artefatos combinam com os da
lenda e com a aparência da
montanha. Tudo está combinando!"
Miyamoto olhou as fotos e lembrou da lenda. Madame
Boss estava realmente certa. Eles combinavam. "Mas então porque a
cidade não foi encontrada?"
Miyamoto perguntou.
"Bem, diz a lenda que a cidade foi coberta pela
avalanche, mas eu acredito que a maioria da cidade era subterrânea,
para começar. Os agentes
encontraram um túnel que leva para dentro da montanha, mas não há
registros que provem que estaria ali. Eu proibí os agentes de entrar
ali, porque eu
sei que a maioria dos agentes na área não possuem o nível necessário
para explorá-la apropriadamente."
Madame Boss interrompeu aqui, e olhou para
Miyamoto. "Você é uma das minhas melhores agentes, Miyamoto. Eu
quero que você vá aos Andes e lidere
uma expedição para encontrar a cidade perdida."
Miyamoto ficou de queixo caído. "Mas isto pode
levar meses!" ela protestou. "E quanto a Musashi?"
"Oh, estou certa de que seus amigos aqui ficarão
mais do que felizes em cuidar dela… Pode descansar sossegada, nada
de mau irá acontecer a ela."
respondeu Madame Boss.
"Mas, mas… como eu poderei ficar tanto tempo longe
dela?" perguntou Miyamoto, não acreditando no que ouvia.
De repente, Madame Boss se compadeceu de uma forma
incomum. "Tudo bem, Miyamoto. Eu entendo." ela disse, entendendo os
sentimentos de
Miyamoto. Por mais fria e calculista que ela pudesse parecer às
vezes, Madame Boss não conseguiria separá-la por tanto tempo de sua
filha. "Você
liderará a expedição por um mês, mantendo registros minuciosos e
relatórios diários. No fim do mês, outro agente lhe substituirá, mas
receio que será
difícil para ele seguir o seu exemplo."
Miyamoto sorriu, olhando sua chefe admirada.
"Muito obrigado, madame." ela disse humildemente. "Acho que é melhor
eu me preparar para a viagem."
Ela se virou para ir, carregando Musashi que agora tirava uma
soneca.
"Ah, Miyamoto, só mais uma coisa." Miyamoto parou
na porta e olhou de volta para a chefe.
"Sim, madame?" ela perguntou.
"Cuide bem dessa garotinha." disse Madame Boss,
com uma voz e expressão tão sérias como ao dar uma ordem.
"Pode deixar, madame." Miyamoto respondeu, e virou
para ir embora, se sentindo aliviada como nunca há meses. Ela deixou
a sala e voltou para seu
quarto, para se preparar para a missão.
Após ela ir embora, Giovanni deixou seu livro
novamente e se aproximou de sua mãe, que continuava a observar as
fotos dos artefatos e da montanha.
"Muito engenhoso, mãe." ele disse com um sorriso malvado.
Madame Boss voltou sua atenção para seu filho. "O
quê?"
"Essa armação para Miyamoto. Muito sutil."
Madame Boss o olhou intrigada. "Do que você está
falando?" ela perguntou.
"Que é isso, mãe… essa coisa toda de cidade
perdida… quando você irá ordenar a execução dela?" Giovanni
persistiu. Madame Boss olhou seu filho com
raiva nos olhos. "Eu não tenho nenhuma intenção de matá-la."
"Mas- mas ela está tentando deixar a Equipe
Rocket! Isso sempre significa a morte…" Giovanni insistia.
Madame Boss ficou mais nervosa ainda, e deu um
tapa no rosto dele. "Nada será feito a Miyamoto. Eu ficarei de olho
nela, e ela permanecerá sobre as
regras." ela falou rispidamente.
"Mas mãe…" Giovanni começou a dizer, parando
quando ela levantou sua mão novamente.
"Você está me questionando, garoto?" Madame Boss
gritou com seu filho.
Giovanni abaixou a cabeça. Ele sabia que sua mãe
estava cometendo um engano, mas não tinha como impedí-la. "Não,
mãe." ele respondeu.
"Ótimo. Agora pegue seu livro e volte para o
quarto. Eu estarei lá mais tarde." ela disse, ainda nervosa.
Giovanni pegou seu livro e saiu do escritório,
indo para o quarto dele e de sua mãe. De repente, ele teve uma
idéia. Talvez sua mãe estivesse cometendo
um engano, mas talvez ele pudesse impedir…. Um sorriso diabólico se
abriu em seu rosto, e ele então correu para seu quarto.
À noite, Musashi estava dormindo confortavelmente
em sua cesta, coberta no cobertor enorme de Miyamoto. Miyamoto
sentou-se à escrivaninha,
escrevendo uma carta sob a luz de um abajur. Ela já havia telefonado
para sua irmã sobre a situação, e sua irmã havia ficado super
contente, dizendo
que arrumaria a casa para a chegada delas. É claro, Miyamoto não
podia ver, mas ela sabia que sua irmã estava com lágrimas de alegria
nos olhos
enquanto falava.
Miyamoto estava muito feliz com o rumo dos
acontecimentos quando chegou em seu quarto, mas até fazer Musashi
dormir novamente, ela sentiu uma
incerteza - e a necessidade de escrever esta carta para sua melhor
amiga na Equipe Rocket, a Bridget - mesmo sem entender o porquê.
Miyamoto terminou a carta e assinou com sua única
e elegante assinatura, colocou num envelope e fechou, com o nome de
Bridget nele. Ao terminar,
Miyamoto foi até o armário e começou a arrumar a bagagem, se
preparando para a missão.
Enquanto isso, Miyamoto não era a única pessoa
acordada no QG aquela hora. Cinco andares acima dela, Giovanni se
sentou em sua cama
silenciosamente e olhou para sua mãe na cama dela. Madame Boss
parecia adormecida, assim como Giovanni queria. Quieto, ele desceu
de sua cama e
foi até a penteadeira dela, onde achou imediatamente o que estava
procurando - as chaves dela. Pegando com cuidado para não fazer
barulho, Giovanni
saiu do quarto e pegou o elevador para o escritório de sua mãe.
Ao chegar, abriu a porta rapidamente, já estando
familiarizado com aquelas chaves de tanto ver a sua mãe usá-las. Ele
entrou, e fechou a porta sem
fazer barulho.
Giovanni já sabia exatamente aonde procurar o que
queria, e foi direto pegar um formulário especial que sua mãe usa
para ordens de alta prioridade. No
canto dele, o selo metálico com relevo de Madame Boss. Giovanni pôs
o formulário na máquina de escrever com um sorriso malvado. Sabia
que sua mãe
estava enganada, mas que não era tarde demais para ele previní-la
disso e do inevitável arrependimento depois. Giovanni escreveu
cuidadosamente a
ordem:
"ATENÇÂO BASE DE COMANDO DOS ANDES:
Eu estarei enviando uma agente especial chamada
Miyamoto Randwhyte para vocês sobre o pretexto de ajudá-los a
investigar as evidências que vocês
enviaram sobre a cidade perdida de Mew. Esta agente expressou o
desejo de abandonar a Equipe Rocket, o que, como vocês sabem, é um
ato
imperdoável. Quando Miyamoto começar a investigação na montanha e
nas cavernas, vocês deverão disparar armas nos bancos de neve ao
redor da
montanha, causando uma avalanche para soterrá-la viva. Eu quero
muito que isso pareça um acidente, pois a área está aberta a
investigações por
forças policiais externas posteriormente.
MADAME BOSS"
Giovanni releu tudo cuidadosamente. Era exatamente
como sua mãe teria escrito, da maneira que ela já ordenou outras
execuções anteriormente.
Giovanni retirou da máquina de escrever e pegou o carimbo de sua mãe
na mesa. Ele umedeceu o carimbo na almofada e carimbou a folha.
Então colocou
o carimbo de volta exatamente onde estava e colocou a ordem em um
envelope onde se lia "A/C COMANDANTE DA BASE DOS ANDES", deixou o
escritório
e foi para a sala de comunicações.
Ao chegar, colocou o envelope na caixa de saída de
ordens de alta prioridade, sabendo que ela seria enviada para os
Andes na próxima manhã, e que
estaria nas mãos do comandante amanhã à tarde.
Giovanni estava surpreso com si mesmo… ele ajudou
a prevenir sua mãe de um terrível engano, e enviou uma ordem em seu
lugar. Satisfeito, ele voltou
para o seu quarto, onde entrou silenciosamente, colocou as chaves de
volta no lugar e deitou na cama no momento em que sua mãe começava a
se
mexer na cama.
"Giovanni?" Madame Boss perguntou sonolenta. "Você
está acordado?"
"Apenas tive que ir ao banheiro, mãe." Giovanni
respondeu. "Boa noite."
"Boa noite." respondeu Madame Boss, arrumando o
travesseiro e voltando a dormir enquanto Giovanni sorria friamente
no escuro.
Uma semana depois, Miyamoto estava em frente o
quarto de Bridget, com apenas 30 minutos restantes até o embarque no
transporte que a levaria para
a base Rocket nos Andes para começar a sua missão.
Miyamoto havia pego roupas e suprimentos,
pesquisado algumas informações e contactado o pessoal nos Andes, e
estava praticamente pronta para a
missão… exceto por ter de deixar Musashi para trás e saber que não a
veria novamente em um mês. Aparentemente, Musashi também não estava
preparada para isso, pois chorava como se soubesse que não veria sua
mãe de novo por um tempo.
Miyamoto a segurou em seus braços, e Musashi
chorava e agarrava sua mãe bem perto, finalmente se acalmando e
chupando o dedo quando ouviu a
canção familiar e reconfortante que Miyamoto havia feito somente
para ela: "Durma minha anjinha, segura nos braços da mamãe, durma
minha anjinha,
protegida de todo o perigo. Você é minha esperança e luz, eu nunca
deixarei ninguém te fazer algum mal." Quando a canção terminou,
Musashi pegou no
sono, com um sorriso sereno em seu pequeno rostinho. Miyamoto
suspirou aliviada, e passou Musashi para Bridget, que pegou-a em
seus braços.
"Ela está bem, então não deve haver qualquer
dificuldade." Miyamoto disse para Bridget, que confirmou e sorriu.
"Ela ficará bem, Miya. Eu nunca deixarei que nada
aconteça a ela. Fique tranquila e volte para que vocês possam
começar sua nova vida juntos." Bridget
disse.
Miyamoto revistou os bolsos nervosa. "Certo. Er,
Bridget, eu tenho algo para te dar…." Ela disse, tirando o envelope
do bolso com a carta que ela
escreveu há uma semana atrás.
Bridget pegou a carta com uma mão, segurando
Musashi na outra. "O que é isso, Miya?"
"Se tudo der certo, nada." Miyamoto disse. "Você
saberá se tiver que abrir."
Bridget olhou o envelope. "Como eu vou saber?" ela
perguntou, imaginando o que teria no envelope.
"Acredite, você vai saber." Miyamoto disse. "Bem,
eu preciso correr." Sua voz triste, ao olhar sua filhinha nos braços
de Bridget. Miyamoto se inclinou e
deu um beijo na testa de Musashi, que sorriu enquanto dormia. Ela
deu um abraço rápido em Bridget. "Obrigado, Bridget… obrigado por
tudo."
"Sem problemas, Miya. Se cuide, hein!" Bridget
disse. Miyamoto se virou e foi embora, enquanto Bridget voltou para
dentro de seu quarto, pronta para
deitar Musashi para que continuasse seu sono.
Pouco tempo depois, Miyamoto embarcou no
transporte que a levaria para um aeroporto clandestino fora dos
limites de Veridiana. Dali ela pegaria um
avião que a levaria até a base nos Andes.
Entretanto, apesar do tempo gasto se preparando
para esta missão, Miyamoto não podia deixar de se preocupar - como
se ela nunca devesse ter
aceitado a missão - mas não, ela disse a si mesma, o mês passaria
voando… olhar algumas cavernas, cavar alguns túneis, encontrar
alguns artefatos e pronto, estaria acabado, e uma nova vida com sua
linda filha começaria.
Pensamentos na inocência de Musashi preencheram a
mente de Miyamoto ao embarcar no avião e tomar seu assento, seus
olhos estavam exaustos e
ela começou a sonhar enquanto o avião decolava… o sonho de uma
agente Rocket de uniforme branco, com um comprido cabelo vermelho
que parecia
estranhamente familiar para ela, como se sempre a tivesse
conhecido…. O sonho continuou silenciosamente, terminando antes da
mente e olhos
cansados de Miyamoto, ao vê-la correr através de sua mente,
comandando um Ekans que evolui para Arbok, um Lickitung trocado por
um Wobbuffet e
um Seviper depois que o Arbok vai embora… e sempre continuando muito
bonita, com um traço emocional muito forte, sob o comando da Equipe
Rocket….
Miyamoto não soube dizer por quanto tempo sonhou
até que o solavanco do avião indicou a aterrissagem na base dos
Andes. Miyamoto olhou pela
janela e viu, como ela esperava, uma tempestade de neve. Do lado de
fora, o vento carregava a neve pelo ar, criando uma neblina às vezes
tão densa
que era difícil enxergar através dela.
Miyamoto suspirou. Ela sabia pela pesquisa que
este tipo de clima era comum na área, mas ela esperava por condições
melhores para conhecer o lugar.
Miyamoto pegou uma de suas malas e retirou um grosso e comprido
casaco preto. O casaco, ela percebeu, era parte do uniforme padrão
da base dos
Andes, e Miyamoto logo descobriu o porquê. Ela se aqueceu tão logo
vestiu o casaco, apesar de tudo o que estava por baixo era seu
vestido preto
Rocket e suas botas brancas que vinham até a coxa. Miyamoto fechou a
mala e foi até a porta do avião, que tinha acabado de ser aberta.
Miyamoto desceu e imediatamente sentiu o vento
gelado em seu rosto. Surpreendentemente, ela percebeu que todo o
resto permanecia perfeitamente
aquecida dentro do casaco. Puxando o capuz o mais perto possível,
ela desceu os degraus até uma caminhonete, onde um agente esperava
por ela. O
agente vestia um casaco tal como o de Miyamoto, mas ao invés de
preto era branco. Ele tinha apenas 13 ou 14 anos, e Miyamoto diria
que ele era um
novato na Equipe Rocket. Sua mente vagueava enquanto ela pensava na
sua juventude despreocupada, uma nova e impaciente agente de
uniforme
branco que apenas começava sua excitante vida na Equipe Rocket….
"Agente Randwhyte?" o jovem perguntou, trazendo
Miyamoto de volta à realidade.
"Hmm? Oh, sim?" respondeu Miyamoto.
"Seja bem-vinda à base dos Andes, madame. Meu nome
é Virgil. Se precisar de algo, é só pedir." o jovem respondeu.
Miyamoto olhou para ele. "Obrigado, Virgil." ela
respondeu. "Eu preciso falar com o comandante o mais breve
possível."
"Oh, claro, madame." Virgil respondeu. "Nós
estaremos enviando alguns agentes para carregar suas coisas, e eu a
levarei até o escritório do
comandante. Ele está aguardando por nós agora."
Miyamoto sentou-se no banco do passageiro. "Então
vamos, Virgil. Não queremos perder tempo." ela disse
autoritariamente. Miyamoto queria apenas
passar o mês logo, para que pudesse voltar para a linda Musashi e
começar sua nova vida. Entretanto, ela sabia que quanto mais
quisesse que aquilo
terminasse, mais iria demorar, então ela concluiu que deveria apenas
fazer as coisas o mais rápido possível.
Virgil subiu na caminhonete e usou o rádio para
avisar que Miyamoto estava a caminho.
15 minutos depois, Miyamoto estava no escritório
do comandante, apertando sua mão. Ele era um homem de uns 26 ou 27
anos, um agente de uniforme
preto assim como ela. Ele se apresentou como Comandante Henry Evans,
e demonstrou interesse em Miyamoto, apesar das ordens recebidas há
uma
semana atrás estarem gravadas em sua mente. Ele tinha que admitir -
Miyamoto obviamente não suspeitava de nada. Que tolinha, ele pensou.
Achou
que poderia simplesmente sair da Equipe Rocket. Seus pensamentos
então voltaram à realidade. Esta agente não suspeitava de nada, e
Evans queria
que ela continuasse assim.
"Então acredito que você está familiarizada com os
nossos recentes achados e como se relacionam com a lenda." disse
Evans. "Sim." respondeu
Miyamoto. "Madame Boss me informou de todas as descobertas,
inclusive do túnel aberto."
"E o que você acha disso tudo?" Evans perguntou
suavemente.
"Bem, eu tenho que admitir que muito disso se
parece com a lenda da cidade perdida, mas eu acho que são apenas
avidências de uma das muitas tribos
de Mew por aí." Miyamoto respondeu. Através da pesquisa, ela estava
disposta a analisar a possibilidade disso tudo ser verdade, mas
nunca acreditou
realmente que fosse. A lenda era apenas isto, uma lenda, um conto de
fadas, um mito. Como isso poderia ser verdade? De acordo com a
teoria de
Madame Boss, que a cidade seria subterrânea, Miyamoto não podia
dizer que tinha fé nisso, mas Madame Boss ainda era a chefe… e
Miyamoto sabia que
esta missão poderia ser a saída desta vida e a entrada em uma nova,
então ela decidiu explorar as cavernas e matar a curiosidade dela.
Entretanto,
verdade seja dita, ela preferia que sua missão final fosse caçar um
pokémon que ela soubesse que existiu… não a fantasia de uma história
de ninar.
Miyamoto voltou sua atenção para Henry.
Secretamente, Henry se sentia do mesmo jeito que Miyamoto, e achou
melhor que eles estivessem proibidos
de explorar as cavernas e túneis. Era um risco a menos para ele e
seus agentes se Madame Boss enviasse um estrangeiro. Entretanto, ele
achou que
Madame Boss também não acreditava nessa história, se ela estava
enviando uma agente para uma armadilha que terminaria bloqueando o
túnel. Henry
pigarreou, e olhou novamente para Miyamoto. "Então você não acredita
que haja uma cidade perdida em algum lugar da montanha?" ele
perguntou,
fitando-a com seus olhos azuis da cor do gelo.
"Não posso dizer que acredito." Miyamoto
respondeu. "Bem, logo nós iremos descobrir, não é?" ela disse com um
sorriso.
Henry não devolveu o sorriso. "É verdade." ele
respondeu em um tom seco. "Nós começaremos reunindo uma equipe de
agentes hoje à noite, e você
começará sua expedição amanhã de manhã. Se eu entendi bem, Madame
Boss deseja que você lidere a expedição até os túneis, certo?"
"Sim." Miyamoto respondeu. "Eu os levarei para
explorar e mapear os túneis e ver se tem algo lá embaixo."
"Você acha que tem?" Henry perguntou, olhando nos
olhos de Miyamoto.
"Oh, eu acredito que haja alguma coisa lá, eu só
não sei o quê." Ela respondeu, inclinando-se para trás em sua
cadeira. "Talvez mais alguns artefatos,
alguns fósseis, mas eu duvido muito que tenha uma cidade inteira
lá."
Henry sorriu suavemente. "Hm. Bem, como voê mesma
disse, nós descobriremos mais cedo ou mais tarde. Sua equipe estará
pronta pela manhã. Agora,
por que você não vai até a sua suite e dorme um pouco? Começar às 8
está bom para você?"
"Sem problemas." Miyamoto respondeu.
"Ótimo." Henry disse, entregando uma pequena chave
bronzeada. "Aqui está a chave de sua suite. Virgil está aqui fora,
ele te levará até lá."
Miyamoto se levantou e apertou a mão de Henry
novamente. "Obrigado comandante. Eu acho que teremos um mês
produtivo aqui, mesmo se não
descobrirmos muita coisa." ela disse.
Henry não parecia compartilhar da atitude otimista
de Miyamoto, mas ele apertou a mão dela e disse simplesmente, "Tenho
certeza que sim. Boa noite,
agente Randwhyte."
"Boa noite." Miyamoto respondeu. Com isso, ela
virou e saiu do escritório, encontrando com Virgil e seguindo-o até
sua suite.
Dentro do escritório de Henry, o comandante olhou
o arquivo de Miyamoto que foi enviado alguns dias depois da ordem de
execução. Henry tinha que
admitir, Madame Boss estava sendo muito cautelosa com essa execução…
quase como se quisesse puder negar qualquer conhecimento disso. Por
algum
tempo, Henry até considerou a hipótese de telefonar para ela, para
confirmar a ordem, mas sabia que ela detestava que questionassem
suas ordens,
especialmente as de alta prioridade. Henry pegou o telefone e chamou
um de seus tenentes, um Rocket de uniforme preto chamado Sean
Mogren. Em
cinco minutos, Mogren chegou ao escritório de Henry.
"Então, é ela?" Mogren perguntou. Ele e Henry
discutiram sobre a agente que viria para a execução, e consideraram
as melhores oportunidades para
cumprir a tarefa.
"Pois é." Henry disse, se inclinando na cadeira.
"E ela não suspeita de nada."
"Perfeito!" Mogren respondeu. Ele e Henry já
haviam feito esse tipo de coisa antes, e eles sabiam por experiência
própria que era pior quando o alvo
tinha a mais leve impressão de que estivesse em perigo. Tudo o que
isto fazia era deixar o trabalho dez vezes mais difícil, porque o
alvo invariavelmente
estaria atento. "Então você decidiu como isso será feito?" Mogren
perguntou.
Henry coçou o queixo por um segundo. "Sim. Madame
Boss obviamente não acredita que haja algo de importante lá embaixo,
se está nos ordenando que
causemos uma avalanche e soterremos Randwhyte lá. Consequentemente,
nós poderemos terminar isto muito rápido. Eu acho que devemos enviar
sua
equipe de expedição - você, Carroway e Hansen. Eu terei dispositivos
localizadores em suas mochilas que me informarão seus movimentos
pelo túnel.
Quando estiverem longe o suficiente, eu mandarei um sinal através do
pager silencioso e você e os outros dois deverão sair rápida e
silenciosamente,
deixando Randwhyte. Quando saírem, eu avisarei nosso agente do lado
de fora para atirar e começar a avalanche, e então - bem, adeus,
Miyamoto."
Henry terminou com um sorriso satisfeito. "O que você acha?"
"Me parece perfeito, Henry. Eu informarei Carroway
e Hansen de tudo."
"Ótimo." Henry respondeu.
"Quem você usará para disparar a arma para começar
a avalanche?" Mogren perguntou.
"Raven Kaldron." Henry respondeu. Raven era um
expert em armas e um agente de ótima qualidade, apesar do fato de
fazer parte da Equipe Rocket por
apenas 8 meses, e Henry sabia que ele seria perfeito para o
trabalho. Mogren pareceu concordar.
"Boa escolha. Onde está Randwhyte, então?"
perguntou Mogren.
"Dormindo em sua suite VIP." Henry disse. Mogren
sorriu maliciosamente.
"Bem, eu espero que a moça tenha doce sonhos,
porque estes serão os últimos." Ele disse. Henry deu
risadas, e Mogren foi informar a
situação para os outros agentes.
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